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Fermento Angel CVE-7 - Sour
Visão Geral A levedura seca CVE-7, desenvolvida pelo laboratório Angel Yeast, é uma solução biotecnológica avançada e inovadora para a produção descomplicada de cervejas ácidas (Sour Ales). Trata-se de uma cepa de levedura especial que possui a rara capacidade de realizar a fermentação láctica e alcoólica simultaneamente. Ela converte os açúcares do mosto não apenas em etanol e CO2, mas também em ácido lático, eliminando por completo a necessidade do demorado processo de Kettle Sour (acidificação na panela com bactérias Lactobacillus). O resultado é uma acidez incrivelmente limpa, refrescante e reprodutível, garantindo total segurança para a cervejaria, uma vez que não há introdução de bactérias contaminantes no equipamento.
Especificações Técnicas
Microrganismo: Levedura homofermentativa produtora de ácido lático (não é uma bactéria lática). Apresentada em formato seco ativo (Dry Yeast), o que garante alta viabilidade celular e longa vida útil na prateleira.
Atenuação: Média a Alta (geralmente entre 72% e 78%). Garante o final seco (crisp) e altamente refrescante que as cervejas ácidas exigem.
Floculação: Média. A cerveja decanta satisfatoriamente após o término da fermentação, respondendo muito bem a técnicas mecânicas de clarificação a frio.
Temperatura de Fermentação: 18°C a 25°C. Possui uma janela de trabalho ampla e típica de leveduras Ale, o que facilita o controle térmico na cervejaria.
Perfil Sensorial: Entrega uma acidez lática vívida, cortante e extremamente limpa, livre de aromas de iogurte ou queijo associados a acidificações bacterianas prolongadas. Produz sutis notas de frutas vermelhas (como framboesa e morango) e cítricas que complementam o frescor da bebida.
Aplicações Recomendadas
Catharina Sours, Berliner Weisses e Goses: A sua aplicação principal. Constrói a estrutura ácida ágil e neutra perfeita para suportar a adição de sal, sementes de coentro ou massivas quantidades de polpas de frutas tropicais.
Sour IPAs e Hoppy Sours: O grande diferencial frente às bactérias láticas é a sua maior tolerância aos iso-alfa-ácidos do lúpulo. Isso permite acidificar mostos que já receberam amargor no lado quente ou suportar as pesadas cargas de Dry Hopping necessárias nesses estilos híbridos.
Wild Ales Leves e Cervejas de Fermentação Mista: Pode ser utilizada como cepa primária para garantir uma queda rápida e segura de pH antes da introdução de Brettanomyces ou outras culturas selvagens para maturação prolongada em barris de madeira.
Dica de Manutenção e Uso: A dinâmica metabólica de uma levedura produtora de ácido lático é diferente de uma cepa convencional, e o nível de acidez final (o pH atingido) dependerá fortemente da nutrição e da taxa de inoculação (Pitch Rate). Para uma acidificação vigorosa, inocule o mosto adequadamente (respeitando a proporção de gramas por litro indicada pelo fabricante) e garanta uma oxigenação excepcionalmente robusta do mosto frio. Como a produção de ácido lático faz o pH despencar rapidamente, o ambiente logo se torna tóxico e hostil para a própria levedura, o que pode causar paralisação da fermentação em cervejas de maior densidade original. Portanto, a prática de co-inoculação (co-pitching) é extremamente recomendada: inocule a Angel CVE-7 primeiro, permita que ela acidifique o mosto durante as primeiras 24 a 48 horas e, logo em seguida, adicione uma levedura Ale neutra e resistente a baixo pH (como a US-05) para finalizar o consumo dos açúcares residuais de forma rápida e eficiente. Lembre-se: por ser uma levedura, o equipamento pode ser higienizado utilizando o protocolo normal e rotineiro da sua cervejaria, sem o medo de contaminação cruzada por bactérias.
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