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Solução de Cloreto de Potássio (KCl) - 100ml
Visão Geral
A Solução de Cloreto de Potássio (KCl) é o fluido de conservação e manutenção eletroquímica indispensável para a preservação de medidores de pH (pHmetros de bolso, portáteis ou de bancada). Na engenharia de processos cervejeiros e biotecnológicos, a precisão na leitura do pH durante a mosturação, fervura e fermentação dita a atividade enzimática, a isomerização de ácidos alfa e o rendimento da conversão. Este reativo atua mantendo a camada de gel hidratado da membrana de vidro do sensor e impedindo a contaminação da junção de referência (ponte salina). O frasco de 100ml representa a escala ideal para recargas contínuas do tampão de proteção do eletrodo no laboratório ou na adega.
Especificações Técnicas
Concentração Molar (Equilíbrio Eletrolítico): Formulada tipicamente em concentração 3,0 mol/L (KCl 3M), correspondendo exatamente à força iônica e osmótica do eletrólito interno da semicélula de referência de prata/cloreto de prata ($Ag/AgCl$).
Potencial de Junção Estável: Mantém o gradiente de concentração iônica em equilíbrio térmico e elétrico através da cerâmica porosa (diafragma), prevenindo variações na leitura de milivoltagem ($mV$) gerada pelo medidor.
Inércia Química: Solução purificada de grau analítico, isenta de íons interferentes ou biocidas agressivos que possam reagir com o bulbo de vidro de sílica sensível a íons $H^+$.
Embalagem e Manuseio (100ml): Frasco de alta densidade com bico dosador estanque, que previne a evaporação do solvente e a consequente cristalização prematura do sal na ponta do frasco.
Aplicações Recomendadas
Armazenamento de Eletrodos de pH: Aplicação primária e obrigatória. Manutenção do bulbo de medição e da diafragma submersos na solução dentro da cápsula de proteção (tampa do sensor) durante os períodos de inatividade.
Reidratação de Sensores Ressecados: Protocolo de emergência para recuperar a resposta termodinâmica e a inclinação (slope) de eletrodos que foram esquecidos secos ao ar ambiente.
Reabastecimento de Eletrodos Recarregáveis: Utilizado na purga e substituição do fluido interno de semicélulas de referência de junção dupla que sofreram diluição ou contaminação por mosto.
Dica de Manutenção e Uso:
Do ponto de vista da físico-química eletrolítica e da mecânica de transferência de massa, o erro mais destrutivo e infelizmente comum na operação de um medidor de pH é armazenar o eletrodo em água destilada, água desionizada ou água de osmose reversa.
A água pura possui uma força iônica praticamente nula. Se o sensor for imerso em água destilada, cria-se um gradiente osmótico extremo entre a solução interna saturada de KCl (3M) e o meio externo. Isso força a migração violenta dos íons potássio ($K^+$) e cloreto ($Cl^-$) para fora da junção cerâmica por desbalanço de concentração, ao mesmo tempo em que a água entra no sensor. Esse fenômeno dilui o eletrólito de referência, entope o diafragma por precipitação salina desordenada e destrói irreversivelmente a estabilidade eletromotriz do bulbo, tornando as leituras futuras lentas, erráticas e impossíveis de calibrar.
A regra operacional inegociável exige manter sempre 2 a 3 gotas de Solução de KCl 3M no fundo da tampa protetora do aparelho. Caso o bulbo seque acidentalmente, submerja a ponta do eletrodo nesta solução por no mínimo 12 a 24 horas para reidratar a camada cristalina do vidro antes de executar uma nova calibração de dois pontos (pH 4,01 e 7,01). Além disso, nunca friccione o bulbo de vidro com papel toalha seco para secá-lo; o atrito gera uma carga eletrostática na superfície do vidro que descalibra a leitura do sensor por várias horas. Apenas remova o excesso de fluido encostando suavemente a ponta em papel absorvente sem fiapos.
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